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13 ABR 2021
Entre Lidas e Vindas - Resenha: Uma Mulher no Escuro

Hoje, a jornalista Amanda Ludwig, com o projeto Entre Lidas e Vindas, a fim de incentivar a leitura no nosso cotidiano, trouxe pra gente uma resenha especial, um dos títulos do escritor e roteirista brasileiro de literatura policial, Raphael Montes, com o exemplar: Uma Mulher no Escuro.

 

"Dois anos atrás entrei em uma livraria e um amigo meu, o Glauber, que era quem me vendia os livros na época, me colocou o livro Jantar Secreto na mão. Me lembro que ele disse: "toma, nem vou explicar muito. Você vai gostar. É um escritor nacional que tá fazendo sucesso". E a partir daí, nunca mais parei de ler Raphael Montes. Acho que há muito tempo não conhecíamos um talento como o dele na escrita nacional. Não entendam mal, temos inúmeros ótimos escritores no Brasil. Mas o crescimento de Montes a cada livro lançado é incrível e perceptível.

A cena se repetiu no mês passado. Quando conversei com o Rodrigo, na livraria Ponto e Vírgula, ele me indicou a nova obra do autor: Uma Mulher no Escuro. Tive zero dúvida sobre a empreitada, e não me arrependi. O livro - que é um thriller psicológico - é ótimo, também. Mas já vou advertir: assim como as outras histórias de Montes, ele tem cenas fortes e violentas. Então esteja preparado.

Uma Mulher no Escuro conta a história de Victória, uma criança de cerca de 4 anos que viu a família inteira ser morta dentro de casa. De alguma forma, o assassino decidiu não matá-la, e ela passou a ser um dos casos de polícia mais comentados no noticiário brasileiro. O caso ficou conhecido como o caso do "Pichador", já que o assassino havia, além de tudo, pichado o rosto das vítimas de preto.

Já no segundo capítulo, a história dá um salto de 20 anos, e aí passamos a conhecer Victória já adulta, lidando com a vida e a rotina após a tragédia. Para ela, tornou-se extremamente difícil lidar com relacionamentos de qualquer espécie. Nos anos seguintes ao massacre, Vic morou com a tia. Quando já adulta, passou a morar sozinha em um apartamento na Lapa, no Rio de Janeiro, onde não deixava ninguém entrar. Por conta do acompanhamento psiquiátrico que a jovem faz com Dr. Max, ela consegue aos poucos se aproximar de outras pessoas. Entram em seu círculo de amizade um rapaz que ela conhece apenas como Arroz, e pouco depois, Georges, um escritor por quem ela começa a sentir um interesse romântico.

Em determinado momento, entretanto, a paz com que Victória vinha levando a vida é abalada. Certo dia, ao chegar em casa do trabalho, a jovem encontra a porta arrombada. Nada havia sido levado, mas uma parede estava pichada com a frase: "Vamos brincar?". A partir deste ponto, passamos a acompanhar como Victória lida de frente com o possível retorno do "Pichador", e como ela precisa encarar as memórias de sua infância após anos tentando esquecê-las.

Mais uma leitura de Montes para tirar nosso fôlego. Recomendo!"

Curtiu a resenha? Então corre aqui na Livraria Ponto e Vírgula, localizada no 1º andar do Shopping Della, em Criciúma. Fala com o Rodrigo ou com a Grazi, ou chama por eles no WhatsApp de número (48) 9 9650-0947.