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17 SET 2026
DESFILE VIVER A INFÂNCIA

Shopping Della recebe desfile que convida a viver a infância longe das telas

Evento será realizado no dia 30 de setembro e transforma a passarela em um convite para brincar, criar, se movimentar e estar presente

 

Uma passarela em que as roupas dividem espaço com uma mensagem importante: a infância precisa ser vivida. No dia 30 de setembro, às 18h30, o Shopping Della recebe o Defile Viver a Infância evento que propõe uma reflexão sobre o espaço ocupado pelas telas na rotina das crianças e convida as famílias a valorizarem momentos de brincadeira, movimento, imaginação e convivência. O evento é aberto ao público em geral.

A iniciativa é realizada pelo Shopping Della, em parceria com o Movimento Infância Sem Telas, com apoio da Brincô Roupa Pra Brincar e do Clube Melissa. A proposta é transformar o desfile em uma experiência que vá além da moda e leve ao público uma discussão necessária sobre como equilibrar tecnologia e as experiências que fazem parte da infância.

Para a gerente de Marketing do Shopping Della, Greici Lima, a iniciativa também representa o compromisso do empreendimento em proporcionar momentos de convivência e experiências que tenham significado para as famílias.

“O Shopping Della acredita que os espaços de convivência também podem ser espaços de reflexão e de construção de memórias em família. Quando conhecemos a proposta do Movimento Infância Sem Telas, entendemos que ela conversa com o que buscamos oferecer ao nosso público: experiências que aproximem as pessoas e valorizem o tempo compartilhado. Este desfile nasce com um propósito especial. Queremos que as crianças ocupem a passarela com liberdade, alegria e movimento, e que as famílias percebam que, por trás de uma noite de moda e diversão, existe uma mensagem importante: a infância precisa de espaço para brincar, imaginar, criar e viver o mundo real”, afirma.

 

Um desfile com propósito

O Movimento Infância Sem Telas foi criado pelas profissionais da educação Raquel de Souza Campos, neuropsicopedagoga, e Ana Paula Mattos, coordenadora pedagógica. A iniciativa nasceu da observação de uma realidade cada vez mais presente nas famílias: as telas ocupando um espaço significativo na infância e, em alguns casos, substituindo momentos de brincadeira, convivência, movimento e interação.

Raquel explica que o movimento não é contra a tecnologia. A proposta é buscar equilíbrio e garantir que os dispositivos não ocupem o lugar de experiências essenciais para o desenvolvimento infantil.

“Não somos contra a tecnologia. Ela faz parte da nossa realidade e pode, inclusive, ser uma ferramenta muito positiva. O que defendemos é que ela não ocupe o lugar das experiências que são fundamentais para o desenvolvimento infantil. A infância precisa de tempo para brincar, imaginar, criar, se movimentar, conversar, experimentar, lidar com a frustração e construir vínculos”, explica.

Para ela, a discussão precisa chegar às famílias de forma acolhedora, sem cobranças. Pequenas mudanças na rotina podem abrir espaço para momentos de conexão, como um jogo em família, uma caminhada, uma brincadeira no quintal, cozinhar juntos, contar uma história ou simplesmente sentar e conversar.

“Quando falamos em ‘Infância Sem Telas’, não estamos falando apenas sobre retirar a tela. Estamos falando sobre o que queremos colocar no lugar dela. Queremos que as crianças tenham mais oportunidades de viver, brincar, descobrir, criar e se relacionar no mundo real”, destaca Raquel.

 

O tempo de ser criança

Para Ana Paula, uma das fundadoras do movimento, o brincar é essencial para que a criança experimente o mundo e desenvolva habilidades que serão importantes ao longo da vida.

“Quando damos espaço para a criança, ela brinca, inventa, cria, se movimenta, chama outra criança e transforma qualquer coisa em uma brincadeira. E é nesse brincar que ela aprende o tempo todo: aprende a esperar, a dividir, a lidar com a frustração, a resolver problemas e a conviver”, afirma.

Segundo ela, em uma realidade marcada pelo excesso de estímulos e pela velocidade das tecnologias, é necessário preservar o chamado “tempo da infância”.

“Precisamos garantir também esse outro tempo: o tempo da infância, da descoberta, do brincar e das relações de verdade. A tecnologia continuará fazendo parte da vida das famílias, mas a infância é um tempo que passa e não volta. Por isso, precisamos cuidar para que ela seja realmente vivida e experienciada”, pontua.

Ana Paula também chama atenção para a necessidade de olhar para o tema com menos culpa.

“Eu gostaria que as famílias olhassem para tudo isso com mais consciência e menos culpa. Não se trata de criar uma infância sem tecnologia, porque essa não é a realidade em que vivemos. Trata-se de perceber o espaço que ela está ocupando. Será que ainda existe tempo para brincar, conversar, estar junto, correr, criar, imaginar, cair e levantar? Essa é a reflexão que queremos provocar”, afirma.

 

Uma infância livre para se movimentar

A proposta encontra sintonia com os valores da Brincô Moda Infantil, que apoia o evento. Para Isabela Argente Sella, também uma das organizadoras, a infância precisa ter liberdade para ser experimentada em diferentes espaços e situações.

“A Brincô é sobre a essência da infância e a liberdade de movimento da criança. Acreditamos que uma infância bem vivida é sem amarras, é em contato com a natureza, criando, correndo e se sujando. Acreditamos que movimentos como este trazem à consciência o impacto que uma infância podada pelas telas pode causar no desenvolvimento infantil”, destaca.

Para Isabela, a proposta também é lembrar os adultos sobre a importância da presença e da conexão dentro da família.

“Talvez os pais só precisem de um lembrete de que a conexão entre pais e filhos também faz parte do desenvolvimento de uma criança feliz, saudável e funcional”, acrescenta.

 

Uma mensagem que vai além da passarela

Para Ana Paula, levar o movimento para dentro do Shopping Della é uma forma de alcançar novas famílias de maneira leve e divertida.

“A ideia é que não seja apenas um desfile, mas que a passarela também fale sobre brincar, movimento e sobre a criança poder ser, de fato, criança. Quando o Shopping Della e o Clube Melissa abraçam essa proposta, vejo como um apoio a mais para um projeto que quer chegar às famílias não para dizer o que elas precisam fazer, mas para levar orientação”, afirma.

O papel das famílias, segundo ela, passa justamente pela construção desse equilíbrio. Mais do que simplesmente reduzir o tempo de tela, é preciso pensar no que pode ocupar esse espaço.

“Não adianta simplesmente dizer ‘tire a tela’. É preciso orientar, explicar, ajudar a pensar na rotina e mostrar as possibilidades que podem ocupar esse espaço. Os pais também estão vivendo tudo isso pela primeira vez. A tecnologia mudou muito rapidamente a nossa realidade e todos nós estamos aprendendo a lidar com ela. Queremos caminhar junto com as famílias e ajudá-las a encontrar esse equilíbrio possível dentro da realidade que vivemos hoje”, completa.

Para a sócia proprietária do Clube Melissa, Flávia Bittencourt Pagnan, apoiar o Movimento Infância Sem Telas é uma forma de contribuir para essa reflexão e incentivar as famílias a olharem para a importância da presença e da convivência. “E acreditamos que um desfile infantil pode transmitir essa mensagem de uma maneira muito especial, celebrando justamente aquilo que queremos preservar, a alegria, a espontaneidade e a essência de ser criança”, disse.

Flávia ainda comenta que iniciativas como essa ajudam, a trazer o tema para dentro das famílias e mostrar que pequenas mudanças na rotina podem criar momentos muito significativos. “Muitas vezes, não é preciso algo grandioso: brincar juntos, conversar, passear, criar uma brincadeira, cozinhar ou simplesmente estar presente já são experiências que ficam na memória da criança”, finalizou.