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20 SET 2021
Gostou de O Conto da Aia? Veja 8 dicas de livros para quem gosta de distopias

Há alguns dias eu falei aqui sobre o livro Vox, de Christina Dalcher, e eu percebi pela reação coletiva que vocês gostam de uma distopia… por isso, decidi trazer uma lista de 8 livros que se passam em mundos distópicos. E se você não entende muito bem o que isso quer dizer, não tem problema. Eu explico de uma forma rápida e fácil: no mundo literário, uma distopia nada mais é do que uma história que se passa em um mundo ou estado imaginário de extrema opressão, desespero ou privação. Basicamente, é o contrário de uma utopia.

Já tem bastante tempo que os autores trabalham neste tipo de história… exemplos disso são os conhecidíssimos ‘Laranja Mecânica’, de Anthony Burgess, ‘Jogos Vorazes’, de Suzanne Collins, e mais recente ‘O Conto da Aia’, de Margaret Atwood. Coincidência ou não, todos adaptados para filmes e séries. Então, vamos lá:

 

1 - 1984, de George Orwell

Publicado em 1949, o texto de Orwell nasceu destinado à polêmica. Traduzido em mais de sessenta países, virou minissérie, filmes, quadrinhos, mangás e até uma ópera. Ganhou holofotes em 1999, quando uma produtora holandesa batizou seu reality show de Big Brother. 1984 foi responsável pela popularização de muitos termos e conceitos, como Grande Irmão, duplopensar, novidioma, buraco da memória e 2 2 5.

O trabalho de Winston, o herói de 1984, é reescrever artigos de jornais do passado, de modo que o registro histórico sempre apoie a ideologia do Partido. Grande parte do Ministério também destrói os documentos que não foram revisados, dessa forma não há como provar que o governo esteja mentindo. Winston é um trabalhador diligente e habilidoso, mas odeia secretamente o Partido e sonha com a rebelião contra o Grande Irmão.

 

 

2 - Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley

Um clássico moderno, o romance distópico de Aldous Huxley é incontornável para quem procura um dos exemplos mais marcantes da tematização de estados autoritários, ao lado de 1984, de George Orwell.

Ele mostra uma sociedade inteiramente organizada segundo princípios científicos, na qual a mera menção das antiquadas palavras “pai” e “mãe” produzem repugnância. Um mundo de pessoas programadas em laboratório, e adestradas para cumprir seu papel numa sociedade de castas biologicamente definidas já no nascimento. Um mundo no qual a literatura, a música e o cinema só têm a função de solidificar o espírito de conformismo. Um universo que louva o avanço da técnica, a linha de montagem, a produção em série, a uniformidade, e que idolatra Henry Ford. Essa é a visão desenvolvida no clarividente romance Huxley.

 

3 - Vox, de Christina Dalcher

O governo decreta que as mulheres só podem falar 100 palavras por dia. A Dra. Jean McClellan está em negação. Ela não acredita que isso esteja acontecendo de verdade.

Esse é só o começo...

Em pouco tempo, as mulheres também são impedidas de trabalhar e os professores não ensinam mais as meninas a ler e escrever. Antes, cada pessoa falava em média 16 mil palavras por dia, mas agora as mulheres só têm 100 palavras para se fazer ouvir.

...mas não é o fim.

 

4 - A Seleção, de Kiera Cass

Muitas garotas sonham em ser princesas, mas este não é o caso de America Singer. Ela topa se inscrever na Seleção só para agradar a mãe, certa de que não será sorteada para participar da competição em que o príncipe escolherá sua futura esposa. Mas é claro que depois disso sua vida nunca mais será a mesma...

Para trinta e cinco garotas, a Seleção é a chance de uma vida. É a oportunidade de ser alçada a um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha.

America Singer, no entanto, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás o rapaz que ama. Abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes.

 

5 - A Rainha Vermelha, de Victoria Aveyard

O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora.

Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho? Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe - e Mare contra seu próprio coração.

 

6 - Eu, Robô, de Isaac Asimov

m dos maiores clássicos da literatura de ficção científica, Eu, Robô, escrito pelo Bom Doutor, Isaac Asimov foi publicado originalmente em 1950. O livro serviu como base para o roteiro do filme homônimo, no qual Will Smith interpreta o protagonista, o detetive Del Spooner. Porém, a obra é bastante diferente da história apresentada nas telonas. Eu, Robô é um conjunto de nove contos que relatam a evolução dos autômatos através do tempo. É neste livro que são apresentadas as célebres Três Leis da Robótica: os princípios que regem o comportamento dos robôs e que mudaram definitivamente a percepção que se tem sobre eles na própria ciência.

Eu, Robô inicia-se com uma entrevista com a Dra. Susan Calvin, uma psicóloga roboticista da U.S Robots & Mechanical. Ela é o fio condutor da obra, responsável por contar os relatos de seu trabalho e também da evolução dos autômatos. Algumas histórias são mais leves e emocionantes como Robbie, o robô baba, outras, como Razão, levam o leitor a refletir sobre religião e até sobre sua condição humana. A edição traz um posfácio escrito pelo próprio autor sobre sua história de amor com os robôs, tão comuns em sua obra.

 

7 - Fahrenheit 451, de Ray Bradbury

Guy Montag é um bombeiro. Sua profissão é atear fogo nos livros. Em um mundo onde as pessoas vivem em função das telas e a literatura está ameaçada de extinção, os livros são objetos proibidos, e seus portadores são considerados criminosos. Montag nunca questionou seu trabalho; vive uma vida comum, cumpre o expediente e retorna ao final do dia para sua esposa e para a rotina do lar. Até que conhece Clarisse, uma jovem de comportamento suspeito, cheia de imaginação e boas histórias. Quando sua esposa entra em colapso mental e Clarisse desaparece, a vida de Montag não poderá mais ser a mesma.

Um clássico da ficção científica e da literatura distópica, Fahrenheit 451 foi escrito originalmente como um conto: "O bombeiro", contido no volume Prazer em Queimar: histórias de Fahrenheit 451. Incentivado pelo seu editor, transformou a ideia inicial em um romance, que se tornou um dos livros mais influentes de sua geração – e também um dos mais censurados e banidos de todos os tempos. Foi adaptado para o cinema duas vezes, a primeira pelas mãos do lendário cineasta francês François Truffaut, e depois para diversos formatos.

 

8 - Kindred, de Octavia Butler

Em seu vigésimo sexto aniversário, Dana e seu marido estão de mudança para um novo apartamento. Em meio a pilhas de livros e caixas abertas, ela começa a se sentir tonta e cai de joelhos, nauseada. Então, o mundo se despedaça.

Dana repentinamente se encontra à beira de uma floresta, próxima a um rio. Uma criança está se afogando e ela corre para salvá-la. Mas, assim que arrasta o menino para fora da água, vê-se diante do cano de uma antiga espingarda. Em um piscar de olhos, ela está de volta a seu novo apartamento, completamente encharcada. É a experiência mais aterrorizante de sua vida... até acontecer de novo. E de novo.

Quanto mais tempo passa no século XIX, numa Maryland pré-Guerra Civil – um lugar perigoso para uma mulher negra –, mais consciente Dana fica de que sua vida pode acabar antes mesmo de ter começado.

 

 

Lembrando que quem é leitor daqui tem 15% de desconto na Livraria Ponto e Vírgula, do Shopping Della, nos livros citados ou em livros que já têm resenha na coluna (rola essa página pra baixo e acompanha!). É só falar com a Grazi ou com o Rodrigo e avisar que leu sobre o livro aqui, na Entre Lidas e Vindas!

E a gente segue conversando pelo e-mail entrelidasevindas@engeplus.com.br ou pelo perfil @entrelidasevindas, no Instagram. O que você acha sobre o assunto? Te espero lá.

14 SET 2021
Vai começar mais uma edição do Bazar Della

Shopping Della promove bazar com preços promocionais a partir desta quarta-feira, dia 15

Estrutura no primeiro andar terá participação das lojas Lez a Lez, Vogany, Clube Melissa e Lilica e Tigor 

O Shopping Della promove nesta semana seu tradicional bazar com preços promocionais e participação das marcas Lez a Lez, Vogany, Melissa e Lilica e Tigor. O evento inicia nesta quarta-feira, dia 15, e segue até o sábado, dia 18, no primeiro andar do empreendimento.

A ação acompanha o horário do shopping indo das 9h até 20h durante a semana e até 18h no sábado.

Com peças de moda feminina, infantil e calçados, quem não puder ir até o Della terá a possibilidade de participar das lives de vendas nos dias 14 e 15, às 18h30 e 19h45. “Cada loja fará lives de vendas no perfil @shoppongdellaoficial para atingir o público que não consegue comparecer no bazar, mas tem interesse em aproveitar os preços promocionais”, explica a gerente de marketing do shopping, Greici Lima.

 

10 SET 2021
Fim de semana com Feira de Vinil e evento de colecionismo no Shopping Della

Encontros acontecem neste sábado, dia 11 a partir das 9h no primeiro andar do empreendimento

O próximo sábado (11) será marcado por mais uma edição da Feira de Vinil no Shopping Della. A partir das 9h, discos com promoções a partir de R$ 10 e que englobam gêneros como rock nacional e internacional, MPB e samba estarão disponíveis no espaço montado em estilo pop-up. Além disso, o empreendimento também recebe em seu primeiro andar a exposição e comercialização de antiguidades e numismática.

Com a participação de colecionadores do Rio Grande do Sul e Florianópolis, as medalhas e moedas antigas fazem parte de itens raros estudados na numismática. “Os consumidores terão acesso a artigos de antiguidade como relógios e miniaturas“, explica um dos organizadores do evento, Alex Eisermann.

De acordo com a gerente de marketing do Shopping Della, Greici Lima, a proposta é que as lojas no formato pop up funcionem como mais um ponto de contato com o consumidor e que proporcione experiência com o produto e serviço. “O evento faz parte do posicionamento Life Center adotado pelo empreendimento, com o intuito de resultar em vivências aos consumidores”, completa.

31 AGO 2021
Resenha - Orgulho e Preconceito, de Jane Austen

Bom, é fato e não tem como escapar: essa coluna é movida a clássicos. Eu tento fugir, e até leio bastante coisa atual e diferente, mas adoro um livro consagrado pela crítica. É clichê? Talvez... mas, ‘tá’ valendo. Hoje vou falar de Orgulho e Preconceito, obra-prima de Jane Austen, e se você aí já leu o livro ou viu o filme sabe que a história fala, basicamente, de orgulho e preconceito... e amor.

O livro é de 1813, mas a história é facilmente transportada para a atualidade. As cinco irmãs Bennet foram criadas para, primordialmente, encontrarem um bom marido, assim como quase todas as outras mulheres daquela época. Elas seguiam por uma vida baseada em moldar-se de acordo com as exigências da sociedade burguesa inglesa.

Jane Austen narra, com surpreendente bom humor misturado a críticas, o dia a dia da família Bennet, que vivia no campo. As irmãs veem chegar à região o Sr. Bingley, acompanhado de seu amigo Sr. Darcy, dois jovens de Londres que trazem junto, na bagagem, o 'orgulho' de serem ricos, com uma posição social acima das jovens.

Em um primeiro momento, a chegada ao campo faz a jovem Elizabeth tentar se afastar daquilo que ela costuma desprezar: pessoas que acreditam ser superior por ocupar uma posição social acima da delas. Entretanto, com a proximidade de uma de suas irmãs do jovem Sr. Bingley (lembram que as mulheres eram preparadas para isso?), Elizabeth se vê “obrigada” a ficar por perto.

Isso aproxima de Sr. Darcy da jovem Elizabeth, por quem ele desde o início nutre certa antipatia. O sentimento, inclusive, é recíproco. Ela também não vê encantos no rapaz, a quem vê como homem orgulhoso

Com esse convívio mais próximo entre os personagens principais, acompanhamos Elizabeth se soltar a cada dia, com tiradas engraçadas e irônicas, que mostram uma jovem que não se deixa intimidar. Diante da aproximação, os dois passam logo do ódio aparente ao amor escondido, e começam a buscar formas de demonstrar essa mudança de sentimentos.

Pessoalmente, cheguei a ficar brava em algumas passagens do livro... mas é preciso ter em mente que desde então, o mundo mudou muito, e os costumes daquela época eram realmente diferentes. Ainda assim, Jane Austen escreveu em 1813 um romance com pontos tão atuais que nos faz sentir de perto o que algumas personagens passaram. Não à toa, ganhou o mundo.

Para quem gosta: a história tem um filme, tão bom quanto o livro (tá, nem tanto...). Mas vale a pena assistir. Depois de ler, é claro! 

25 AGO 2021
Resenha - Vox, de Christina Dalcher

Desde que fiquei sabendo do lançamento de Vox tive curiosidade para ter o livro em mãos. E posso dizer uma coisa: essas 320 páginas passam num piscar de olhos. A história é envolvente, e apesar de trazer um conteúdo pesado, consegue ser uma leitura fácil de ser feita. Os fãs de distopia podem colocar Vox na lista sem medo de ser feliz.

Imagine viver em um país onde mulheres só podem falar 100 palavras por dia. Esse é o universo de Vox. O livro acompanha a história da Dra. Jean McClellan, uma renomada pesquisadora e neurologista que se nega a acreditar no que está acontecendo após a eleição de um governo ultraconservador nos Estados Unidos. No entanto, a redução no número de palavras autorizadas é apenas o começo de tudo.

Chega um momento em que elas não podem mais trabalhar e as meninas não podem mais aprender a ler e escrever. A pesquisadora passa a viver desafios diários na criação de seus filhos. Ela tenta ensinar coisas para a filha, mas ela não pode demonstrar na rua ou na escola o quanto aprendeu e sabe. Em contrapartida, Jean tem dificuldades com o filho, que aos poucos começa a demonstrar estar se alinhando aos novos ensinamentos de seu governo.

Em determinado momento, a neurologista é convocada para uma missão do governo, já que é uma das únicas profissionais da área capacitadas para o que eles precisavam. A Dra. Jean entende que essa é uma oportunidade de lutar para uma mudança no rumo das coisas. É interessante ver como ela encontra aliados onde menos espera, e também como a história se desenrola para mostrar que existem pessoas lutando pela causa das mulheres onde elas menos imaginam.

Destaque especial para como o livro nos faz sentir. A autora, Christina Dalcher, consegue retratar tão bem as emoções da história que nos faz quase sentir na pele a revolta e o desespero pelos quais passam esses personagens. Particularmente, achei esse livro um refresco para as distopias infantojuvenis que vínhamos acompanhando - Jogos Vorazes, Maze Runner, Divergente... quem gostou de 1984, por exemplo, deve adorar Vox.

Quem é leitor daqui tem 15% de desconto nos livros citados ou em livros que já têm resenha na coluna (rola essa página pra baixo e acompanha!). É só falar com a Grazi ou com o Rodrigo e avisar que leu sobre o livro aqui, na Entre Lidas e Vindas!