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10 SET 2021
Fim de semana com Feira de Vinil e evento de colecionismo no Shopping Della

Encontros acontecem neste sábado, dia 11 a partir das 9h no primeiro andar do empreendimento

O próximo sábado (11) será marcado por mais uma edição da Feira de Vinil no Shopping Della. A partir das 9h, discos com promoções a partir de R$ 10 e que englobam gêneros como rock nacional e internacional, MPB e samba estarão disponíveis no espaço montado em estilo pop-up. Além disso, o empreendimento também recebe em seu primeiro andar a exposição e comercialização de antiguidades e numismática.

Com a participação de colecionadores do Rio Grande do Sul e Florianópolis, as medalhas e moedas antigas fazem parte de itens raros estudados na numismática. “Os consumidores terão acesso a artigos de antiguidade como relógios e miniaturas“, explica um dos organizadores do evento, Alex Eisermann.

De acordo com a gerente de marketing do Shopping Della, Greici Lima, a proposta é que as lojas no formato pop up funcionem como mais um ponto de contato com o consumidor e que proporcione experiência com o produto e serviço. “O evento faz parte do posicionamento Life Center adotado pelo empreendimento, com o intuito de resultar em vivências aos consumidores”, completa.

31 AGO 2021
Resenha - Orgulho e Preconceito, de Jane Austen

Bom, é fato e não tem como escapar: essa coluna é movida a clássicos. Eu tento fugir, e até leio bastante coisa atual e diferente, mas adoro um livro consagrado pela crítica. É clichê? Talvez... mas, ‘tá’ valendo. Hoje vou falar de Orgulho e Preconceito, obra-prima de Jane Austen, e se você aí já leu o livro ou viu o filme sabe que a história fala, basicamente, de orgulho e preconceito... e amor.

O livro é de 1813, mas a história é facilmente transportada para a atualidade. As cinco irmãs Bennet foram criadas para, primordialmente, encontrarem um bom marido, assim como quase todas as outras mulheres daquela época. Elas seguiam por uma vida baseada em moldar-se de acordo com as exigências da sociedade burguesa inglesa.

Jane Austen narra, com surpreendente bom humor misturado a críticas, o dia a dia da família Bennet, que vivia no campo. As irmãs veem chegar à região o Sr. Bingley, acompanhado de seu amigo Sr. Darcy, dois jovens de Londres que trazem junto, na bagagem, o 'orgulho' de serem ricos, com uma posição social acima das jovens.

Em um primeiro momento, a chegada ao campo faz a jovem Elizabeth tentar se afastar daquilo que ela costuma desprezar: pessoas que acreditam ser superior por ocupar uma posição social acima da delas. Entretanto, com a proximidade de uma de suas irmãs do jovem Sr. Bingley (lembram que as mulheres eram preparadas para isso?), Elizabeth se vê “obrigada” a ficar por perto.

Isso aproxima de Sr. Darcy da jovem Elizabeth, por quem ele desde o início nutre certa antipatia. O sentimento, inclusive, é recíproco. Ela também não vê encantos no rapaz, a quem vê como homem orgulhoso

Com esse convívio mais próximo entre os personagens principais, acompanhamos Elizabeth se soltar a cada dia, com tiradas engraçadas e irônicas, que mostram uma jovem que não se deixa intimidar. Diante da aproximação, os dois passam logo do ódio aparente ao amor escondido, e começam a buscar formas de demonstrar essa mudança de sentimentos.

Pessoalmente, cheguei a ficar brava em algumas passagens do livro... mas é preciso ter em mente que desde então, o mundo mudou muito, e os costumes daquela época eram realmente diferentes. Ainda assim, Jane Austen escreveu em 1813 um romance com pontos tão atuais que nos faz sentir de perto o que algumas personagens passaram. Não à toa, ganhou o mundo.

Para quem gosta: a história tem um filme, tão bom quanto o livro (tá, nem tanto...). Mas vale a pena assistir. Depois de ler, é claro! 

25 AGO 2021
Resenha - Vox, de Christina Dalcher

Desde que fiquei sabendo do lançamento de Vox tive curiosidade para ter o livro em mãos. E posso dizer uma coisa: essas 320 páginas passam num piscar de olhos. A história é envolvente, e apesar de trazer um conteúdo pesado, consegue ser uma leitura fácil de ser feita. Os fãs de distopia podem colocar Vox na lista sem medo de ser feliz.

Imagine viver em um país onde mulheres só podem falar 100 palavras por dia. Esse é o universo de Vox. O livro acompanha a história da Dra. Jean McClellan, uma renomada pesquisadora e neurologista que se nega a acreditar no que está acontecendo após a eleição de um governo ultraconservador nos Estados Unidos. No entanto, a redução no número de palavras autorizadas é apenas o começo de tudo.

Chega um momento em que elas não podem mais trabalhar e as meninas não podem mais aprender a ler e escrever. A pesquisadora passa a viver desafios diários na criação de seus filhos. Ela tenta ensinar coisas para a filha, mas ela não pode demonstrar na rua ou na escola o quanto aprendeu e sabe. Em contrapartida, Jean tem dificuldades com o filho, que aos poucos começa a demonstrar estar se alinhando aos novos ensinamentos de seu governo.

Em determinado momento, a neurologista é convocada para uma missão do governo, já que é uma das únicas profissionais da área capacitadas para o que eles precisavam. A Dra. Jean entende que essa é uma oportunidade de lutar para uma mudança no rumo das coisas. É interessante ver como ela encontra aliados onde menos espera, e também como a história se desenrola para mostrar que existem pessoas lutando pela causa das mulheres onde elas menos imaginam.

Destaque especial para como o livro nos faz sentir. A autora, Christina Dalcher, consegue retratar tão bem as emoções da história que nos faz quase sentir na pele a revolta e o desespero pelos quais passam esses personagens. Particularmente, achei esse livro um refresco para as distopias infantojuvenis que vínhamos acompanhando - Jogos Vorazes, Maze Runner, Divergente... quem gostou de 1984, por exemplo, deve adorar Vox.

Quem é leitor daqui tem 15% de desconto nos livros citados ou em livros que já têm resenha na coluna (rola essa página pra baixo e acompanha!). É só falar com a Grazi ou com o Rodrigo e avisar que leu sobre o livro aqui, na Entre Lidas e Vindas!

 

 

19 AGO 2021
Resenha - O Irmão Alemão, de Chico Buarque

Lançado em 2014 pela Companhia das Letras, O Irmão Alemão é o quinto romance do músico e escritor Chico Buarque. A história é fictícia, mas apresenta traços de autobiografia, apesar de não sê-la.


Neste livro passamos a saber da existência de um irmão alemão de Chico Buarque, filho de seu pai, que é tratado no livro como Sergio de Hollander. A criança nasceu quando o pai morou na Alemanha em meados do ano 1930. Quando estava no país, ainda solteiro, Sergio de Hollander namorou a alemã Anne Margerithe Ernst, com quem teve o filho antes de voltar ao Brasil.


Certo dia, enquanto mexia nos livros do pai, Chico encontrou uma carta de Berlim na qual descobre a existência do irmão. Confrontado pelo filho brasileiro, o pai confessa a existência do filho alemão: Sergio Ernst. Isso desencadeia a alucinante busca de Chico - que tinha então 22 anos - pelo rapaz. Durante todo o livro, Chico fantasia sobre o que teria acontecido com o irmão e onde ele estaria.


O grande diferencial e destaque de "O irmão alemão" é o fato de Chico Buarque usar muitas referências verdadeiras e elementos reais. Isso faz com que o leitor fique em constante dúvida sobre a real existência da história narrada e demonstra, mais uma vez, a genialidade do escritor.


Depois de terminar a leitura, decidi procurar mais sobre até que ponto mistura a realidade com a ficção. E é interessante descobrir que, sim, de fato Chico tem um irmão alemão sobre o qual ninguém sabia - inclusive seu pai. Essa é uma história que vale demais a pena ser lida. Recomendo!


Lembrando que quem é leitor daqui tem 15% de desconto na Livraria Ponto e Vírgula, do Shopping Della, nos livros citados ou em livros que já têm resenha na coluna (rola essa página pra baixo e acompanha!). É só falar com a Grazi ou com o Rodrigo e avisar que leu sobre o livro aqui, na Entre Lidas e Vindas!

06 AGO 2021
Resenha da semana - Entre Lidas e Vindas

6 Dicas para presentar seu pai no próximo domingo



Já pensando no presente de Dia dos Pais para o próximo domingo? As opções nesta data são as mais variadas, mas que tal tentar algo diferente neste ano? Considere dar um livro de presente!

Para te ajudar a escolher, a Amanda selecionou 6 dicas que podem agradar. Todas as opções abaixo (e inúmeras outras) estão disponíveis na livraria Ponto e Vírgula, do Shopping Della! Vamos lá:

1 - Mitologia Nórdica, de Neil Gaiman



Quem, além de Neil Gaiman, poderia se tornar cúmplice dos deuses e usar de sua habilidade com as palavras para recontar as histórias dos mitos nórdicos? Fãs e leitores sabem que a mitologia nórdica sempre teve grande influência na obra do autor. Depois de servirem de inspiração para clássicos como Deuses americanos e Sandman, Gaiman agora investiga o universo dos mitos nórdicos. Em Mitologia nórdica, ele vai até a fonte dos mitos para criar sua própria versão, com o inconfundível estilo sagaz e inteligente que permeia toda a sua obra.

Fascinado por essa mitologia desde a infância, o autor compôs uma coletânea de quinze contos que começa com a narração da origem do mundo e mostra a relação conturbada entre deuses, gigantes e anões, indo até o Ragnarök, o assustador cenário do apocalipse que vai levar ao fim no mundo. Às vezes intensos e sombrios, outras vezes divertidos e heroicos, os contos retratam tempos longínquos em que os feitos dos deuses eram contados ao redor da fogueira em noites frias e estreladas.


2 - Lutando na Espanha, de George Orwell
 

Em dezembro de 1936, pouco antes da Segunda Guerra Mundial, a Espanha vivia um conflito armado. Aos 33 anos, George Orwell viaja para a Catalunha a fim de fazer a cobertura jornalística da Guerra Civil, mas quase de imediato se alista nas brigadas populares para combater o exército fascista do general Franco: “Naquele tempo e naquela atmosfera parecia a única coisa imaginável a se fazer”.

Misto de relato autobiográfico, narrativa de guerra e literatura de viagem, a que se soma também a análise geopolítica de seu tempo, Lutando na Espanha é a reunião de dois livros: Homenagem à Catalunha e Recordando a Guerra Civil Espanhola. Esta edição, com tradução de Ana Helena Souza, apresentação de Filipe Figueiredo e Matias Pinto – Xadrez Verbal – e ilustrações de Rodrigo Rosa, acompanha uma seleção de cartas, resenhas e comentários de Orwell sobre suas memórias do conflito, seus comentários à imprensa e trocas de cartas afetivas sobre o período que mudou definitivamente sua percepção de mundo. Pouco antes de morrer, em 1949, afirmou que “toda linha de texto sério que escrevi desde 1936 foi escrito, direta ou indiretamente, contra o totalitarismo”. Os textos contidos em Lutando na Espanha nos mostram a formação de um escritor e humanista, sensível aos fenômenos de seu tempo.

3 - O Clube do Crime das Quintas-Feiras, de Richard Osman
 


Toda quinta, em um retiro para aposentados no sudeste da Inglaterra, quatro idosos se reúnem para ― segundo consta na agenda da sala de reunião ― discutir ópera japonesa. Mas não é bem isso que acontece ali dentro. Elizabeth, Ibrahim, Joyce e Ron usam o horário para debater casos policiais antigos sem solução, confiantes de que podem trazer justiça às vítimas e encontrar os responsáveis por algumas daquelas atrocidades do passado.

Com todos os integrantes acima dos setenta anos, o Clube do Crime das Quintas-Feiras não é a equipe de detetives mais convencional em que se conseguiria pensar, mas com certeza está mais do que acostumada a fortes emoções. Afinal, Joyce foi enfermeira por décadas, Ibrahim ajudou pacientes psiquiátricos em situações dificílimas, Ron era um
reconhecido líder sindical e Elizabeth... bom, digamos que assassinatos e redes de contatos sigilosas não eram nenhuma novidade para ela.

Quando um empreiteiro local com projetos bastante questionáveis na cidade aparece morto, o grupo tem a oportunidade de seguir as pistas de um caso atual. Apostando em seus semblantes inocentes e habilidades investigativas estranhamente eficazes ― além de trocas de favores clandestinas com a polícia, que, apesar de todos os esforços, parece estar sempre um passo atrás de seus colegas amadores ―, os quatro amigos embarcam em uma aventura na qual as mortes do presente se entrelaçam com antigos segredos, e em que saber demais pode trazer consequências perigosas.

4 - Maus, de Art Spiegelman
 


Maus ("rato", em alemão) é a história de Vladek Spiegelman, judeu polonês que sobreviveu ao campo de concentração de Auschwitz, narrada por ele próprio ao filho Art. O livro é considerado um clássico contemporâneo das histórias em quadrinhos. Foi publicado em duas partes, a primeira em 1986 e a segunda em 1991. No ano seguinte, o livro ganhou o prestigioso Prêmio Pulitzer de literatura. A obra é um sucesso estrondoso de público e de crítica. Desde que foi lançada, tem sido objeto de estudos e análises de especialistas de diversas áreas - história, literatura, artes e psicologia. Em nova tradução, o livro é agora relançado com as duas partes reunidas num só volume. Nas tiras, os judeus são desenhados como ratos e os nazistas ganham feições de gatos; poloneses não-judeus são porcos e americanos, cachorros.

Esse recurso, aliado à ausência de cor dos quadrinhos, reflete o espírito do livro: trata-se de um relato incisivo e perturbador, que evidencia a brutalidade da catástrofe do Holocausto. Spiegelman, porém, evita o sentimentalismo e interrompe algumas vezes a narrativa para dar espaço a dúvidas e inquietações. É implacável com o protagonista, seu próprio pai, retratado como valoroso e destemido, mas também como sovina, racista e mesquinho. De vários pontos de vista, uma obra sem equivalente no universo dos quadrinhos e um relato histórico de valor inestimável.

5 - O jeito Harvard de Ser Feliz, de Shawn Achor
 


Você não precisa ter sucesso para ser feliz, mas precisa ser feliz para ter sucesso A sabedoria popular diz que se nos empenharmos teremos sucesso, e se tivermos sucesso, então poderemos ser felizes. Se pudéssemos encontrar aquele emprego dos sonhos, ter mais uma promoção, perder aqueles três quilos, a felicidade viria. Mas descobertas recentes no campo da psicologia positiva têm demonstrado que essa fórmula funciona na verdade de maneira inversa: é a felicidade que impulsiona o sucesso, e não o contrário.

Quando somos positivos, o nosso cérebro se envolve mais, torna-se mais criativo, motivado, energizado e produtivo no trabalho. Este não é um simples mantra vazio. A descoberta foi repetidamente comprovada por rigorosas pesquisas nos campos da psicologia e da neurociência, estudos de gestão e resultados financeiros de organizações ao redor do mundo. Este livro não discute apenas como ser mais feliz, trata de nos ensinar a colher os frutos de uma atitude mental mais positiva que proporcione efeitos extraordinários no nosso trabalho e na nossa vida, sendo leitura obrigatória para todos aqueles que buscam a excelência em um mundo onde a carga de trabalho, o estresse e o negativismo estão cada vez maiores.

6 - Do Mil ao Milhão - sem cortar o cafezinho, de Thiago Nigro
 


Em seu primeiro livro, Thiago Nigro, criador da plataforma O Primo Rico, ensina aos leitores os três pilares para atingir a independência financeira: gastar bem, investir melhor e ganhar mais. Por meio de dados e de sua própria experiência como investidor e assessor, Nigro mostra que a riqueza é possível para todos – basta estar disposto a aprender e se dedicar.

Quem é leitor daqui tem 15% de desconto nos livros citados ou em livros que já têm resenha na coluna (rola essa página pra baixo e acompanha!). É só falar com a Grazi ou com o Rodrigo e avisar que leu sobre o livro aqui, na Entre Lidas e Vindas!