Quando meu filho mais velho, Jorge André, tinha dois anos, descobri que estava grávida.
Em poucos meses de gestação, os médicos me avisaram que seriam gêmeos. Mas aos sete meses, veio a surpresa: eram trigêmeos!
De repente, passei de um para quatro filhos.
O parto foi rápido. Em cinco minutos, os três bebês nasceram. Dois meninos univitelinos, idênticos, Luiz Gustavo e Paulo Henrique; e uma menina bivitelina, a Marina.
Naturalmente, o mais velho começou a se comportar novamente como bebê e voltou a usar fraldas. O início foi difícil e cansativo, mas ao mesmo tempo com muito movimento e alegria. Fazia uma tabela de amamentação para não ter risco de algum ficar sem mamar.
Quando os trigêmeos estavam com nove meses, voltei a trabalhar. Sempre consegui conciliar minha vida profissional como bioquímica com a de mãe e esposa.
Quando os filhos estavam maiores, busquei também realizar atividades só minhas e com meu marido, Odilor. Me sinto muito abençoada por ter tido os quatro filhos.
Os irmãos são todos muito unidos e eu, muito coruja. Se eles estão bem, eu fico bem, não importa onde estejam. Agora, entro em uma nova fase: serei avó até o fim do ano.
Tenho dois filhos, com treze e quatorze anos, mas sou mãe há apenas quatro anos.
Sempre senti que seria mãe, mas não conseguia ficar grávida. Entramos na fila de adoção e esperamos por três anos. Ao mesmo tempo, meus dois filhos aguardavam para serem adotados. Antes de nos encontrarmos pela primeira vez, houve muito medo de as crianças não gostarem de nós. Mas quando nos vimos foi mágico! Assim que as portas se abriram, eles vieram correndo para o nosso colo. Naquele momento, vimos que eram nossos filhos, sim.
Eles estão cada vez mais parecidos conosco, fisicamente e em personalidade. Revivemos alguns momentos da primeira infância, como dar comida na boca, para que eles renascessem em nossa família.
Eu sei que eles já sofreram muito, mas sei também que há muito que eles precisam aprender, por isso sou exigente.
Sempre desejei ser mãe. Até hoje acho essencial e procuro ser protetora e amiga.
Casei grávida e meu primeiro filho nasceu prematuro, em vinte e sete semanas de gestação. Teve que ficar dois meses na UTI, mas depois deu tudo certo. Tive mais uma menina e outro menino.
Quando meu caçula tinha oito meses, meu marido faleceu. Fiquei sozinha com os três. Anos depois, quando meu mais velho tinha onze anos, ele pegou um vírus e em menos de um mês também faleceu.
Mesmo com tudo o que passei, acredito muito em Deus. A fé me ajuda a superar tudo e acreditar na vida.
É o amor pelos meus filhos que ajuda a passar tudo. Tento não me lamentar, fico apenas com as lembranças e a saudade.
Eu sempre pensei que não queria ser mãe. Foi no meio de uma terapia que descobri que, na verdade, tinha muita vontade.
Planejei a gravidez, mas ela acabou acontecendo em uma época bem tumultuada.
Em janeiro eu engravidei e em junho houve uma explosão no meu apartamento. Eu estava lá neste momento. Consegui me manter consciente e procurei sair de lá o mais rápido possível. Descobri ali o meu instinto materno. Só pensava em sair e manter minha filha viva.
Tive 35% do corpo queimado, fiquei internada por dezessete dias e mais quatro meses em repouso. Tive minha filha ainda no processo de recuperação e foi um parto com a dor extra das queimaduras.
Como mãe, sou uma leoa, minha filha está em primeiro lugar e me preocupo muito com o futuro dela, pois não é fácil ser mulher nesta sociedade machista.
Depois de iniciar tranquila, minha gestação apresentou alguns problemas. Tive que ficar em repouso e tanto eu como minha filha estávamos em risco até o momento do parto, que acabou prematuro, aos sete meses.
Sempre tive certeza que minha filha sairia com vida do hospital.
Após o nascimento, ela teve complicações e até mesmo precisou ser reanimada após parada cardíaca. Mesmo ficando desacordada por algumas horas, Alice não sofreu nenhuma sequela.
Nos primeiros dias de vida dela já percebi que uma mãe faz qualquer sacrifício por um filho. Como ela estava internada em Florianópolis, larguei tudo e fui para lá ficar com ela.
Hoje, dois anos depois, tento conciliar da melhor forma a profissão e os cuidados com minha filha, mas ela sempre vai estar em primeiro lugar.