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25 ABR 2018
Francine

Tenho dois filhos, com treze e quatorze anos, mas sou mãe há apenas quatro anos.

Sempre senti que seria mãe, mas não conseguia ficar grávida. Entramos na fila de adoção e esperamos por três anos. Ao mesmo tempo, meus dois filhos aguardavam para serem adotados. Antes de nos encontrarmos pela primeira vez, houve muito medo de as crianças não gostarem de nós. Mas quando nos vimos foi mágico! Assim que as portas se abriram, eles vieram correndo para o nosso colo. Naquele momento, vimos que eram nossos filhos, sim.

Eles estão cada vez mais parecidos conosco, fisicamente e em personalidade. Revivemos alguns momentos da primeira infância, como dar comida na boca, para que eles renascessem em nossa família.

Eu sei que eles já sofreram muito, mas sei também que há muito que eles precisam aprender, por isso sou exigente.

25 ABR 2018
Greice

Sempre desejei ser mãe. Até hoje acho essencial e procuro ser protetora e amiga.

Casei grávida e meu primeiro filho nasceu prematuro, em vinte e sete semanas de gestação. Teve que ficar dois meses na UTI, mas depois deu tudo certo. Tive mais uma menina e outro menino.

Quando meu caçula tinha oito meses, meu marido faleceu. Fiquei sozinha com os três. Anos depois, quando meu mais velho tinha onze anos, ele pegou um vírus e em menos de um mês também faleceu.

Mesmo com tudo o que passei, acredito muito em Deus. A fé me ajuda a superar tudo e acreditar na vida.

É o amor pelos meus filhos que ajuda a passar tudo. Tento não me lamentar, fico apenas com as lembranças e a saudade.

25 ABR 2018
Elaine

Eu sempre pensei que não queria ser mãe. Foi no meio de uma terapia que descobri que, na verdade, tinha muita vontade.

Planejei a gravidez, mas ela acabou acontecendo em uma época bem tumultuada.

Em janeiro eu engravidei e em junho houve uma explosão no meu apartamento. Eu estava lá neste momento. Consegui me manter consciente e procurei sair de lá o mais rápido possível. Descobri ali o meu instinto materno. Só pensava em sair e manter minha filha viva.

Tive 35% do corpo queimado, fiquei internada por dezessete dias e mais quatro meses em repouso. Tive minha filha ainda no processo de recuperação e foi um parto com a dor extra das queimaduras.

Como mãe, sou uma leoa, minha filha está em primeiro lugar e me preocupo muito com o futuro dela, pois não é fácil ser mulher nesta sociedade machista.

25 ABR 2018
Paula

Depois de iniciar tranquila, minha gestação apresentou alguns problemas. Tive que ficar em repouso e tanto eu como minha filha estávamos em risco até o momento do parto, que acabou prematuro, aos sete meses.

Sempre tive certeza que minha filha sairia com vida do hospital.

Após o nascimento, ela teve complicações e até mesmo precisou ser reanimada após parada cardíaca. Mesmo ficando desacordada por algumas horas, Alice não sofreu nenhuma sequela.

Nos primeiros dias de vida dela já percebi que uma mãe faz qualquer sacrifício por um filho. Como ela estava internada em Florianópolis, larguei tudo e fui para lá ficar com ela.

Hoje, dois anos depois, tento conciliar da melhor forma a profissão e os cuidados com minha filha, mas ela sempre vai estar em primeiro lugar.

25 ABR 2018
Márcia

Quando meus filhos tinham cinco e onze anos, decidimos nos mudar para os Estados Unidos. Os planos eram ficar quatro anos, mas acabamos vivendo por quatorze anos lá. Em 2015, voltamos sozinhos para o Brasil. Não foi fácil decidir voltar sem os filhos.

O mais novo estava fazendo faculdade, mas, acabou vindo morar conosco um ano depois. Teve dificuldades em se adaptar ao país, principalmente para falar português. A filha mais velha, já formada na faculdade e com sua vida profissional encaminhada, continua nos Estados Unidos.  Há três anos não nos vemos pessoalmente. É difícil, mas aceito e confio. Acredito que tudo tem seu propósito. Ela era e continua sendo minha melhor amiga. Nos falamos diariamente, muitas vezes no dia e estabelecemos uma maneira diferente de parceria.

Lamento muitas vezes que muitas mães e filhas têm a oportunidade de desfrutarem de suas presenças diariamente e não valorizam isso, a importância da presença. Mas apesar de eu querer estar sempre junto, respeito às escolhas e o propósito de vida de cada um. 

A felicidade dos meus filhos é a minha, ao meu lado ou a km de distância!