Blog
14 SET 2021
Vai começar mais uma edição do Bazar Della

Shopping Della promove bazar com preços promocionais a partir desta quarta-feira, dia 15

Estrutura no primeiro andar terá participação das lojas Lez a Lez, Vogany, Clube Melissa e Lilica e Tigor 

O Shopping Della promove nesta semana seu tradicional bazar com preços promocionais e participação das marcas Lez a Lez, Vogany, Melissa e Lilica e Tigor. O evento inicia nesta quarta-feira, dia 15, e segue até o sábado, dia 18, no primeiro andar do empreendimento.

A ação acompanha o horário do shopping indo das 9h até 20h durante a semana e até 18h no sábado.

Com peças de moda feminina, infantil e calçados, quem não puder ir até o Della terá a possibilidade de participar das lives de vendas nos dias 14 e 15, às 18h30 e 19h45. “Cada loja fará lives de vendas no perfil @shoppongdellaoficial para atingir o público que não consegue comparecer no bazar, mas tem interesse em aproveitar os preços promocionais”, explica a gerente de marketing do shopping, Greici Lima.

 

10 SET 2021
Fim de semana com Feira de Vinil e evento de colecionismo no Shopping Della

Encontros acontecem neste sábado, dia 11 a partir das 9h no primeiro andar do empreendimento

O próximo sábado (11) será marcado por mais uma edição da Feira de Vinil no Shopping Della. A partir das 9h, discos com promoções a partir de R$ 10 e que englobam gêneros como rock nacional e internacional, MPB e samba estarão disponíveis no espaço montado em estilo pop-up. Além disso, o empreendimento também recebe em seu primeiro andar a exposição e comercialização de antiguidades e numismática.

Com a participação de colecionadores do Rio Grande do Sul e Florianópolis, as medalhas e moedas antigas fazem parte de itens raros estudados na numismática. “Os consumidores terão acesso a artigos de antiguidade como relógios e miniaturas“, explica um dos organizadores do evento, Alex Eisermann.

De acordo com a gerente de marketing do Shopping Della, Greici Lima, a proposta é que as lojas no formato pop up funcionem como mais um ponto de contato com o consumidor e que proporcione experiência com o produto e serviço. “O evento faz parte do posicionamento Life Center adotado pelo empreendimento, com o intuito de resultar em vivências aos consumidores”, completa.

31 AGO 2021
Resenha - Orgulho e Preconceito, de Jane Austen

Bom, é fato e não tem como escapar: essa coluna é movida a clássicos. Eu tento fugir, e até leio bastante coisa atual e diferente, mas adoro um livro consagrado pela crítica. É clichê? Talvez... mas, ‘tá’ valendo. Hoje vou falar de Orgulho e Preconceito, obra-prima de Jane Austen, e se você aí já leu o livro ou viu o filme sabe que a história fala, basicamente, de orgulho e preconceito... e amor.

O livro é de 1813, mas a história é facilmente transportada para a atualidade. As cinco irmãs Bennet foram criadas para, primordialmente, encontrarem um bom marido, assim como quase todas as outras mulheres daquela época. Elas seguiam por uma vida baseada em moldar-se de acordo com as exigências da sociedade burguesa inglesa.

Jane Austen narra, com surpreendente bom humor misturado a críticas, o dia a dia da família Bennet, que vivia no campo. As irmãs veem chegar à região o Sr. Bingley, acompanhado de seu amigo Sr. Darcy, dois jovens de Londres que trazem junto, na bagagem, o 'orgulho' de serem ricos, com uma posição social acima das jovens.

Em um primeiro momento, a chegada ao campo faz a jovem Elizabeth tentar se afastar daquilo que ela costuma desprezar: pessoas que acreditam ser superior por ocupar uma posição social acima da delas. Entretanto, com a proximidade de uma de suas irmãs do jovem Sr. Bingley (lembram que as mulheres eram preparadas para isso?), Elizabeth se vê “obrigada” a ficar por perto.

Isso aproxima de Sr. Darcy da jovem Elizabeth, por quem ele desde o início nutre certa antipatia. O sentimento, inclusive, é recíproco. Ela também não vê encantos no rapaz, a quem vê como homem orgulhoso

Com esse convívio mais próximo entre os personagens principais, acompanhamos Elizabeth se soltar a cada dia, com tiradas engraçadas e irônicas, que mostram uma jovem que não se deixa intimidar. Diante da aproximação, os dois passam logo do ódio aparente ao amor escondido, e começam a buscar formas de demonstrar essa mudança de sentimentos.

Pessoalmente, cheguei a ficar brava em algumas passagens do livro... mas é preciso ter em mente que desde então, o mundo mudou muito, e os costumes daquela época eram realmente diferentes. Ainda assim, Jane Austen escreveu em 1813 um romance com pontos tão atuais que nos faz sentir de perto o que algumas personagens passaram. Não à toa, ganhou o mundo.

Para quem gosta: a história tem um filme, tão bom quanto o livro (tá, nem tanto...). Mas vale a pena assistir. Depois de ler, é claro! 

25 AGO 2021
Resenha - Vox, de Christina Dalcher

Desde que fiquei sabendo do lançamento de Vox tive curiosidade para ter o livro em mãos. E posso dizer uma coisa: essas 320 páginas passam num piscar de olhos. A história é envolvente, e apesar de trazer um conteúdo pesado, consegue ser uma leitura fácil de ser feita. Os fãs de distopia podem colocar Vox na lista sem medo de ser feliz.

Imagine viver em um país onde mulheres só podem falar 100 palavras por dia. Esse é o universo de Vox. O livro acompanha a história da Dra. Jean McClellan, uma renomada pesquisadora e neurologista que se nega a acreditar no que está acontecendo após a eleição de um governo ultraconservador nos Estados Unidos. No entanto, a redução no número de palavras autorizadas é apenas o começo de tudo.

Chega um momento em que elas não podem mais trabalhar e as meninas não podem mais aprender a ler e escrever. A pesquisadora passa a viver desafios diários na criação de seus filhos. Ela tenta ensinar coisas para a filha, mas ela não pode demonstrar na rua ou na escola o quanto aprendeu e sabe. Em contrapartida, Jean tem dificuldades com o filho, que aos poucos começa a demonstrar estar se alinhando aos novos ensinamentos de seu governo.

Em determinado momento, a neurologista é convocada para uma missão do governo, já que é uma das únicas profissionais da área capacitadas para o que eles precisavam. A Dra. Jean entende que essa é uma oportunidade de lutar para uma mudança no rumo das coisas. É interessante ver como ela encontra aliados onde menos espera, e também como a história se desenrola para mostrar que existem pessoas lutando pela causa das mulheres onde elas menos imaginam.

Destaque especial para como o livro nos faz sentir. A autora, Christina Dalcher, consegue retratar tão bem as emoções da história que nos faz quase sentir na pele a revolta e o desespero pelos quais passam esses personagens. Particularmente, achei esse livro um refresco para as distopias infantojuvenis que vínhamos acompanhando - Jogos Vorazes, Maze Runner, Divergente... quem gostou de 1984, por exemplo, deve adorar Vox.

Quem é leitor daqui tem 15% de desconto nos livros citados ou em livros que já têm resenha na coluna (rola essa página pra baixo e acompanha!). É só falar com a Grazi ou com o Rodrigo e avisar que leu sobre o livro aqui, na Entre Lidas e Vindas!

 

 

19 AGO 2021
Resenha - O Irmão Alemão, de Chico Buarque

Lançado em 2014 pela Companhia das Letras, O Irmão Alemão é o quinto romance do músico e escritor Chico Buarque. A história é fictícia, mas apresenta traços de autobiografia, apesar de não sê-la.


Neste livro passamos a saber da existência de um irmão alemão de Chico Buarque, filho de seu pai, que é tratado no livro como Sergio de Hollander. A criança nasceu quando o pai morou na Alemanha em meados do ano 1930. Quando estava no país, ainda solteiro, Sergio de Hollander namorou a alemã Anne Margerithe Ernst, com quem teve o filho antes de voltar ao Brasil.


Certo dia, enquanto mexia nos livros do pai, Chico encontrou uma carta de Berlim na qual descobre a existência do irmão. Confrontado pelo filho brasileiro, o pai confessa a existência do filho alemão: Sergio Ernst. Isso desencadeia a alucinante busca de Chico - que tinha então 22 anos - pelo rapaz. Durante todo o livro, Chico fantasia sobre o que teria acontecido com o irmão e onde ele estaria.


O grande diferencial e destaque de "O irmão alemão" é o fato de Chico Buarque usar muitas referências verdadeiras e elementos reais. Isso faz com que o leitor fique em constante dúvida sobre a real existência da história narrada e demonstra, mais uma vez, a genialidade do escritor.


Depois de terminar a leitura, decidi procurar mais sobre até que ponto mistura a realidade com a ficção. E é interessante descobrir que, sim, de fato Chico tem um irmão alemão sobre o qual ninguém sabia - inclusive seu pai. Essa é uma história que vale demais a pena ser lida. Recomendo!


Lembrando que quem é leitor daqui tem 15% de desconto na Livraria Ponto e Vírgula, do Shopping Della, nos livros citados ou em livros que já têm resenha na coluna (rola essa página pra baixo e acompanha!). É só falar com a Grazi ou com o Rodrigo e avisar que leu sobre o livro aqui, na Entre Lidas e Vindas!