Minha gravidez de gêmeos foi natural, mas totalmente planejada.
Meu marido sempre comentava do desejo de ter gêmeos. Como médica, fiz uma ultrassonografia e identifiquei a ovulação.
Era a chance de ter gêmeos! Dito e feito: engravidei. O primeiro ultrassom da gestação também fiz sozinha e constatei que eram gêmeos.
Depois do nascimento das meninas, precisei de ajuda, era tudo em dobro. Quando elas tinham um mês, voltei a trabalhar. Mesmo muito exigente, sou prática e sem frescura, então consegui conciliar tudo.
As meninas estão com oito anos e somos todas muito amigas.
Me tornar mãe foi indescritível.
Do dia para noite nasceu um amor sem tamanho dentro de mim.
Já estava no quinto mês de gestação quando descobri a gravidez, e o mais difícil disso tudo, foi não ter alguém pra dividir as tarefas.
Fui mãe solteira, aos vinte e um anos. A maternidade não interrompeu minha vida, ela trouxe mais vontade de concluir meus estudos e poder deixar algo positivo para minha filha.
Conciliei estudos, trabalho e dividi com minha família os cuidados com a minha bebê. Em alguns momentos levava ela junto comigo, para dar a ela um pouco de carinho, atenção e o amor que não cabe dentro de mim. Minha família me apoiou em todo momento.
Hoje ela já tem treze anos e continuo fazendo o que sempre fiz: amando ela com todas as minhas forças, sendo superprotetora, ciumenta, mas buscando levá-la para o caminho do bem.
Quando meu filho mais velho, Jorge André, tinha dois anos, descobri que estava grávida.
Em poucos meses de gestação, os médicos me avisaram que seriam gêmeos. Mas aos sete meses, veio a surpresa: eram trigêmeos!
De repente, passei de um para quatro filhos.
O parto foi rápido. Em cinco minutos, os três bebês nasceram. Dois meninos univitelinos, idênticos, Luiz Gustavo e Paulo Henrique; e uma menina bivitelina, a Marina.
Naturalmente, o mais velho começou a se comportar novamente como bebê e voltou a usar fraldas. O início foi difícil e cansativo, mas ao mesmo tempo com muito movimento e alegria. Fazia uma tabela de amamentação para não ter risco de algum ficar sem mamar.
Quando os trigêmeos estavam com nove meses, voltei a trabalhar. Sempre consegui conciliar minha vida profissional como bioquímica com a de mãe e esposa.
Quando os filhos estavam maiores, busquei também realizar atividades só minhas e com meu marido, Odilor. Me sinto muito abençoada por ter tido os quatro filhos.
Os irmãos são todos muito unidos e eu, muito coruja. Se eles estão bem, eu fico bem, não importa onde estejam. Agora, entro em uma nova fase: serei avó até o fim do ano.
Tenho dois filhos, com treze e quatorze anos, mas sou mãe há apenas quatro anos.
Sempre senti que seria mãe, mas não conseguia ficar grávida. Entramos na fila de adoção e esperamos por três anos. Ao mesmo tempo, meus dois filhos aguardavam para serem adotados. Antes de nos encontrarmos pela primeira vez, houve muito medo de as crianças não gostarem de nós. Mas quando nos vimos foi mágico! Assim que as portas se abriram, eles vieram correndo para o nosso colo. Naquele momento, vimos que eram nossos filhos, sim.
Eles estão cada vez mais parecidos conosco, fisicamente e em personalidade. Revivemos alguns momentos da primeira infância, como dar comida na boca, para que eles renascessem em nossa família.
Eu sei que eles já sofreram muito, mas sei também que há muito que eles precisam aprender, por isso sou exigente.
Sempre desejei ser mãe. Até hoje acho essencial e procuro ser protetora e amiga.
Casei grávida e meu primeiro filho nasceu prematuro, em vinte e sete semanas de gestação. Teve que ficar dois meses na UTI, mas depois deu tudo certo. Tive mais uma menina e outro menino.
Quando meu caçula tinha oito meses, meu marido faleceu. Fiquei sozinha com os três. Anos depois, quando meu mais velho tinha onze anos, ele pegou um vírus e em menos de um mês também faleceu.
Mesmo com tudo o que passei, acredito muito em Deus. A fé me ajuda a superar tudo e acreditar na vida.
É o amor pelos meus filhos que ajuda a passar tudo. Tento não me lamentar, fico apenas com as lembranças e a saudade.