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25 ABR 2018
Elaine

Eu sempre pensei que não queria ser mãe. Foi no meio de uma terapia que descobri que, na verdade, tinha muita vontade.

Planejei a gravidez, mas ela acabou acontecendo em uma época bem tumultuada.

Em janeiro eu engravidei e em junho houve uma explosão no meu apartamento. Eu estava lá neste momento. Consegui me manter consciente e procurei sair de lá o mais rápido possível. Descobri ali o meu instinto materno. Só pensava em sair e manter minha filha viva.

Tive 35% do corpo queimado, fiquei internada por dezessete dias e mais quatro meses em repouso. Tive minha filha ainda no processo de recuperação e foi um parto com a dor extra das queimaduras.

Como mãe, sou uma leoa, minha filha está em primeiro lugar e me preocupo muito com o futuro dela, pois não é fácil ser mulher nesta sociedade machista.