Jovem, estudante, morando sozinha em uma cidade diferente. Minha primeira gravidez foi aos vinte anos, em uma situação parecida com a de muitas mães jovens do Brasil.
O que talvez me tornasse diferente era a condição "diabética” e a minha atitude.
Logo que descobri que estava grávida, entendi o que chamam de amor incondicional. Decidi que teria meu filho independente do que teria que enfrentar.
Casei e nem eu nem meu marido paramos de estudar. Morando sozinhos em uma cidade estranha, criamos nosso primeiro filho sem nenhuma rede de apoio próxima. Não havia avós, tios ou padrinhos ali por perto, somente os amigos da faculdade. Aliás, o Luiz Gustavo frequentou muitas aulas comigo.
Além disso, havia também a condição financeira difícil. Depois dele, já de volta a Criciúma e em uma outra condição de vida, tive o Bruno.
Hoje os dois são adultos, construindo suas vidas profissionais, e eu estou aqui, sempre presente, cuidando, mas dando o espaço e apoio necessários para que eles construam suas próprias histórias de vida. Sou suspeita eu sei, mas tenho muito, muito orgulho das pessoas em que meus filhos se transformaram.